Bwin defende que proibir o jogo online incentiva o jogo ilegal

A Bwin sempre foi um dos maiores impulsionadores para regulamentação e legalização da indústria nos vários países europeus. Karin Klein, directora de Compliance e regulamentação da Bwin, foi recentemente entrevistada pelo jornal espanhol Cinco Días.

Na entrevista, Karin deu a conhecer as ideias da Bwin quanto ao novo projecto-lei que regulará o mercado Espanhol.

Sobre a temática do novo projecto de lei de jogo, Karin afirmou que achava importante mas mostrou-se preocupada com a tributação do jogo na Internet, alegando que se deve procurar uma tributação apropriada. Mais afirmou que aplicar diferentes cargas fiscais sobre tipos de produtos diferentes seria prejudicial para os consumidores.

Quando questionada se com as características do projecto, a Bwin teria uma filial em Espanha ela respondeu: “A exigência dos operadores terem Sede permanente em Espanha, é para nós oposta ao direito comunitário e do princípio da liberdade de estabelecimento.”

Sobre este assunto Karin ainda defendeu que a proibição total do jogo, provocaria um efeito contrário pois surgiria um mercado negro internacional, onde os consumidores não estariam protegidos e os fundos resultantes sairiam para fora do país.

Uma tributação elevada para o jogo online irá apenas incentivar o crescimento do mercado negro. Karin falou ainda que para se estabelecer uma legislação eficiente no jogo online será essencial regular todos os segmentos e designar uma carga tributária razoável (10% a 20% sobre o valor apostado).

Chegaram igualmente a público notícias do interesse da Bwin sobre a ideia do Governo espanhol privatizar 30% da Lotaria e Apostas do Estado (LAE) mas nada está mas longe da verdade pois Karin confirmou que a Bwin não tem interesse nos 30% da LAE (Loterías y Apuestas del Estado)

Sobre este tópico Karin Klein afirma: “A Bwin continua empenhada nos seus produtos no mercado on-line em países abrangidos pela regulamentação, não estando de momento interessada numa aquisição deste género”.

Karin finaliza a entrevista reforçando os seus desejosos que a nova lei de jogo possa ser finalizada em breve e que leve em conta o aspecto transfronteiriço do jogo online já que a indústria online não conhece fronteiras.