Regulamentação do jogo online em Portugal

Muito se fala actualmente de apostas online pela Europa.

Certos países aprovam, alguns apregoam sucesso no modelo implementado, outros discutem mas infelizmente em Portugal até ao momento nada se ouve e com vários meses passados, nada de concreto se escreve ou se advinha.

Se por um lado Portugal fez uma forte aposta na divulgação das novas tecnologias de informação, no uso de computadores e acesso à Internet, por outro lado tem falhado em seguir o modelo actual de regulamentação de apostas online que quase toda a comunidade europeia tem seguido.

O modelo do “totobola” dura há décadas e está ultrapassado; os apostadores querem e esperam mais. As novas apostas online permitem uma grande variação de possibilidades e o jogador actual está atento a isso.

Como isto explicado, surge algo quase inexplicável! Não se pode ignorar a existência das apostas desportivas online nem que as mesmas decorrem com apostadores portugueses.

Mais ainda, numa altura de profunda crise, onde os governos se queixam da falta de receitas não será estranho permitir que tal actividade continue e não pague impostos?

Os números mostram que são movimentados mais de 700 milhões de euros por ano em apostas online. Assim, será fácil estimar os milhões de Euros que Portugal está a desperdiçar a cada mês que passa.

É legítimo pensar e ponderar sobre as receitas que países vizinhos, nomeadamente, Espanha e França, obtêm neste sector? Podemos responder que sim pois entre 2008 e 2009, a taxa de crescimento em Portugal foi de 50%. Tal traduz-se em mais de 200 mil portugueses a apostar online regularmente.

A aplicação em Portugal de uma regulamentação idêntica a outros países europeus viria a beneficiar imenso o crescimento da indústria, para além de beneficiar o Estado, clubes de futebol e os próprios jogadores. É inteiramente legitimo que os portugueses se questionem e questionem os seus próprios políticos sobre esta matéria visto que mais uma vez Portugal poderá ficar na cauda da Europa.